As rodas de liga leve utilizam uma liga composta por alumínio (para menor peso), silício e ferro (para ganhar resistência), entre outros metais. Há quem as conheça por rodas de magnésio, embora este metal — com raras exceções, uma das quais as do Ferrari F 355 — não mais esteja presente na composição das ligas atualmente empregadas.

Além do ganho estético que proporcionam, as rodas de liga leve têm sua maior vantagem sobre as de aço na redução de peso. Contribuem, assim, para diminuir o peso não-suspenso do veículo, isto é, o peso de todo componente que não repouse sobre as molas da suspensão, como freios, cubos, rolamentos, rodas e pneus. Com menor peso não-suspenso, as rodas “copiam” melhor o perfil das irregularidades do solo, contribuindo para o trabalho dos amortecedores e otimizando a aderência dos pneus.

Mesmo que o veículo trafegue apenas sobre superfícies lisas, como ocorre em competição, rodas mais leves trazem outro benefício: a menor força de inércia. Quanto mais pesada a roda, maior será o esforço necessário para colocá-la em movimento (nas acelerações) ou para fazer cessar esse movimento (com a aplicação dos freios). Neste último caso, a inércia da roda é conhecida como efeito volante. Esse problema torna-se tanto maior quanto mais largos os pneus, pois exigem rodas também mais largas.

Em contrapartida, as rodas de liga leve têm algumas desvantagens. A principal delas é a de que a liga, se comparada ao aço, é pouco maleável. Submetida a impactos fortes, como num buraco ou meio-fio, a roda tende a trincar em vez de amassar. E mesmo quando só se amassa, a liga pode-se partir na tentativa de desamassá-la, exigindo a substituição da roda. Outro ponto desfavorável é o preço muito superior ao dos aros de aço, o que limita sua utilização a versões de maior luxo ou esportivas.

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